Hoje eu salvei um gatinho

Hoje eu salvei um gatinho

Esse é o primeiro artigo do blog que não terá uma única linha de código. Hoje eu salvei um gatinho que estava preso no arame farpado e quero dividir essa história com você. Espero que te faça refletir sobre algumas coisas e te motive a sempre buscar seus objetivos.

Introdução

No fim da tarde, minha esposa entrou correndo no meu escritório (quarto do meu apartamento) e disse que tinha um gatinho preso no arame farpado. Eu corri até a sacada e pude ver a situação: um gatinho cinza e branco bem pequeno que provavelmente caiu do muro e se enroscou no arame farpado. O maior problema era a altura, pois o muro deve ter uns 08 metros, talvez. Eu contei pelo menos 06 pessoas que já estavam lá embaixo tentando fazer alguma coisa para ajudar o pobre do gatinho. Mas o que mais me chamou a atenção, foi uma mulher que estava gritando e pedindo ajuda para salvar o gatinho.

Ação

Saí correndo do meu apartamento e fui direto para a sala da manutenção pegar uma escada. Encontrei com um funcionário no meio do caminho, pedi ajuda à ele e levamos a escada até o local. Chegando lá, essa mulher continuava gritando.

Armamos a escada e eu subi até o gatinho. Chegando bem perto dele, já dava pra ver vários machucados, principalmente nas patas. O bichinho estava muito assustado e bastante agitado. E quanto mais tempo ele ficasse preso no arame, pior seria pra ele.

Eu demorei uns 10 minutos para conseguir tirar esse gatinho lá de cima. Eu não estava mais aguentando meus braços, pareciam duas toras de madeira e minhas pernas estavam tremendo. Acho que juntou um pouco do emocional de ver o gatinho naquela situação, pois ele estava bem machucado.

Durante esses quase 10 minutos, eu vou contar para vocês o que eu ouvi lá de cima:

  • “Ele não vai conseguir!”

  • “Ele vai derrubar o gato!”

  • “Tinha que subir alguém que soubesse lidar com gatos!”

  • “Olha lá, ele não está mais aguentando!”

  • “Moço, nós vamos chamar o bombeiro, pois você não vai conseguir!”

Tudo isso eu ouvi da mesma pessoa: a mulher que estava gritando. Muitas pessoas teriam desistido, mas eu não tinha coragem de deixar o gatinho naquela situação. Então eu disse pro gatinho:

  • “Amigão, eu só desço daqui quando eu te tirar desse arame!”

Quase no final, eu pedi pro funcionário subir para me ajudar, pois eu realmente não estava mais aguentando. Me cortei algumas vezes no arame e o gatinho acabou me arranhando também. E no final, eu acabei conseguindo tirar o bichinho do arame e desci com ele pela escada.

Levamos a escada de volta para a sala de manutenção, dei um abraço no funcionário e o agradeci. No caminho de volta até meu apartamento, fiquei pensando em como contar para a minha esposa a experiência que eu tinha tido. Chegando no meu apartamento, minha esposa disse que tinha assistido tudo e gravado o vídeo através da sacada. Vou disponibilizar apenas o final do vídeo, caso queira assitir. E ainda ganhei um belo presente quando ouvi o que a minha esposa disse no vídeo.

Conclusão

Quando eu tirei o gatinho do arame e coloquei ele no chão, todas as pessoas sorriram para mim e esse foi o meu prêmio. Tive a oportunidade de olhar nos olhos de uma criança e sentir a felicidade dela por eu ter salvado o gatinho. Hoje eu salvei uma vida, mesmo que essa vida seja de um gatinho, mas eu consegui.

E aquela mulher que gritava? Bom, na frente de todos, ela teve que engolir seco por tudo o que ela tinha me dito enquanto eu estava lá em cima. Mas agora ela vai ter que conviver com isso.

Quantas pessoas como essa mulher que gritava vocês conhecem na vida?

Você vai mesmo deixar esse tipo de gente atrapalhar seus objetivos?

Ao longo da minha carreira profissional, a coisa que eu mais ouvia era: “Você não vai conseguir!”. No começo eu ficava bravo, discutia, brigava. Hoje? Sempre que ouço isso, é como música para meus ouvidos, apenas dou uma risadinha, pois sei da minha capacidade.

Nunca permitam que alguém te diga o que você não pode fazer. NUNCA!

Vídeo

"Talk is cheap. Show me the code." - Linus Torvalds
Roberto Achar

Sobre Roberto Achar

Roberto Achar é Full Stack Web Developer e fascinado pelo mundo Open Source. Gosta de escrever sobre Node.js, TypeScript, JavaScript e Angular. Nas horas vagas joga video-game, é marido e pai do Dudu.

Autor no iMasters

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São Paulo, Brasil

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